comer por quilo
Trabalhando no centro de Porto Alegre, é inevitável frequentar restaurantes onde a temática é saber exatamente o peso de sua comida por um preço acessível. Claro, depois de uma bela garimpada e inspeções minuciosas para ter uma noção da higiene do local, pois todos sabemos que aquele papo de “azeitonas caminham” ou “o presunto de hoje será a calabresa de amanhã” não passam de um engodo.
Porém, algumas dicas precisam ser dadas:
Evite os primeiro dias do mês
Os restaurantes à quilo costumam permitir o livre arbítrio de um preço fixo por uma quantidade de alimento ilimitada, ou como o povão costuma dizer, “é livre!”.
O preço inicia na faixa dos 10 pila (moeda corrente no Yedão Grande do Sul). Isso faz com que uma horda faminta e com sangue nos olhos frequente os bons restaurantes assim que o salário bate na conta. Como o mês termina rápido no calendário monetário do proletariado nacional, esses poucos dias de orgia gastronômica é muito bem aproveitada, transformando os pratos em verdadeiros ornamentos arquitetônicos.
Não confunda “buffet livre” com “é obrigatório comer tudo”
A variedade de comida é grande. A gula, um dos sete pecados capitais também. Mas o dono do restaurante não vai se sentir ofendido se você deixar de provar um dos 16 pratos quentes que ele oferece. A ideia é variedade, e não satisfazer seu desejo estúpido e infundado de não deixar seus colegas de trabalho frequentar o toalete do trabalho no turno da tarde.
Jamais fique em dúvida
Algumas pessoas estão somente de passagem no restaurante. A ideia é comer rápido e voltar para a atividade laboral. Então nota-se que parar na frente da bandeja, olhar com o pescoço quebrado e murmurar “acho que vou pegar mais um, mas não sei…” é uma boa alternativa para descobrir o quão estressadas as pessoas podem estar (não se esqueça que antes de se servir as pessoas ao redor já estão munidas de garfo e faca).
Algumas coisas simplesmente não combinam
Misturar rabada, feijão, massa ao alheolho (sic), frango, peixe e laranja só combinam com indigestão e/ou uma maca te arrastando.
Algumas coisas simplesmente não são pratos confiáveis
Qualquer coisa com nome de “minestra”, “surpresa”, “mista” deve ser evitado, pois é sinônimo de “sobra”.
Agora, de uma vez por todas, imprimam esse pequeno manual e me deixem almoçar em paz.
Add comment novembro 9, 2009
cozinhando bêbado – pastel de forno
Cozinhar é uma nobre arte e exige sensibilidade, carinho, paciência e conhecimento de temperos e gostos. Só que eu não tenho nada disso, muito menos intimidade com a lide culinária, razão pela qual eu só cozinho quando volto de festas, na madrugada.
E nesses anos de tragos e tropeços, alguns pratos memoráveis foram feitos, motivo de orgulho para mim, pois posso me considerar um MCGYVER da cozinha moderna, um chef da gambiarra culinária marginal.
Pois então, vamos ao pastel de forno.
Você vai precisar de:
massa de pastel;
um forninho elétrico (talvez isso inviabilize o rango, mas vai por mim, fritar pastel com a cara cheia de bebida pode causar sérias queimaduras, e no forno grande, com a coordenação motora prejudicada, vai acordar toda a vizinhança);
ingredientes dos mais variados que Vossa Excelência achar interessante e que estejam na geladeira.
Modo de preparo:
Teoricamente era para ser uma tarefa simples, mas com a visão turva e a mão mole, tudo se torna uma aventura.
Ligue o forninho para deixar ele esquentando;
Abra o pastel e coloque os ingredientes que essa sua cabeça virada pela canha ache que pode combinar. Dê um jeito de fechar o pastel.
Desfaça o pastel para tirar o plástico que fica grudado na massa e você esqueceu.
Refaça tudo, feche.
Jogue no forno.
Espere.
Se as tarefas forem realizadas com maestria, você conseguiu deixar a massa crua mas ao mesmo tempo com pontos queimados. Uma viagem paradoxal e lisérgica!
O tempo estimado é de uns 50 minutos. Não tenha pressa, correr exige habilidade e bem, você não tem.
Aproveite!
1 comment setembro 27, 2009
das cervejas que (provavelmente) nunca beberei II

Antes de qualquer comentário, vamos ver o que o fabricante tinha na cabeça:
Crystal Fusion. Desenvolvida especialmente para o público jovem, a Crystal Fusion é uma cerveja levemente saborizada, (limão, guaraná e maracujá), com 3,6% de teor alcoólico.
Eu realmente não consigo entender a mente deturpada de pessoas que criam uma bebida que:
por ter álcool não pode ser consumida por crianças e adolescentes;
por conter LIMÃO, GUARANÁ E MARACUJÁ não atrai adultos e;
por ter apenas 3,6% de teor alcoólico não atrai os desesperados botequeiros ansiosos em abraçar o lúcifer.
Isso sem contar que eu não colocaria perto na minha boca qualquer coisa que misturasse LIMÃO, GUARANÁ E MARACUJÁ nem se me fosse oferecido num elegante almoço com o presidente do universo, Sr. Paulo Autori.
1 comment setembro 24, 2009
tá meio daltônico
Mas eu vou encontrar alguém que me faça um cabeçalho decente.
Add comment setembro 23, 2009
